Decathlon Btwin Rockrider 8.1, introdução ao BTT Fonte: bikemagazine
No cada vez mais exigente processo de marketing, as bikes da Decathlon têm, além dos parâmetros do costume, que vencer um parâmetro extra: a imagem. Por muito competitiva que seja uma Decathlon nunca consegue competir lado a lado com qualquer uma das grandes marcas. Por uma razão simples: por serem maioritariamente bikes de gamas acessíveis. Não deixam de ter propostas que vale a pena considerar, bikes com um equipamento superior à concorrência, alguns acabamentos mais modestos mas um preço mais suave. Esta Rockrider utiliza um quadro em alumínio 6061 que te dá cinco anos de garantia. Este quadro não se limita à secção redonda, tens tubos de várias secções e segue a tendência actual na variação da secção ao longo dos tubos. No triângulo traseiro, além das escoras onduladas e das múltiplas secções dos seus tubos, tens ainda direito a um reforço entre as escoras superiores em forma de “V” invertido. Os reforços nas zonas críticas também não foram esquecidos e a simples pintura preta baça com uma decoração do mais discreto dificilmente vai encontrar críticas negativas.
Melhor equipada
As boas notícias surgem quando começamos a falar no equipamento, não propriamente pela brusca Rock Shox Tora que também equipa bikes bem mais caras do que esta Rockrider, mas por todo o restante equipamento. Da transmissão, apesar da salada russa de marcas, não houve nenhum “desencontro” e as passagens de mudanças fazem-se com suavidade. Resume-se a três marcas: carretos e corrente Sram, cranques Truvativ Blaze e o restante “pack” é Shimano Deore/LX. A travagem, que não tem a potência como ponto forte, tem pelo menos a vantagem de estar a cargo de discos hidráulicos, o que não é frequente em bikes deste preço. Foi contemplada com os Hayes Nine. Na “secção rodas” tudo começa bem com os Michelin XC A.T. na medida 2.2 que te dão tracção de sobra no tipo de terreno por onde vais andar, para depois estabilizar e voltar ao equipamento próprio para uma bike deste preço com os cubos e os aros Rockrider Comp. Last Updated (Wednesday, 14 April 2010 10:56)
Read more...
|
A B’Twin é a marca de bicicletas que pertence à Decathlon e sempre foram conhecidas por apresentaram uma relação preço/qualidade muito boa e igualada por muito poucas. Como sempre se dedicou a bikes de gama baixa, o nome não é facilmente associado a topos de gama. Mas a evolução é uma das características da maioria das marcas e a Decathlon não é excepção. E quanto mais caro é o produto mais se nota a diferença para algumas rivais. E se estás preocupado com a qualidade do produto, fica desde já avisado que o quadro é relativamente evoluído e ligeiro, e tem garantia de cinco anos. E o restante material é todo de marcas conceituadas, excepção para os componentes de marca própria. O que levas para casa Além da 8XC e de todo o seu equipamento de topo, os 2000 euros incluem um par de rodas de estrada de 28 polegadas com cassete Sram de estrada, discos, pneus finos slicks (claro) e os respectivos sacos, para que possas treinar quando não estás no trilho. Como é tudo compatível, basta tirar umas rodas e colocar as outras. Um bónus numa bike que já de si é também ela um bónus!
Mas porquê tanto alarido? A resposta é simples: não é todos os dias que se vê uma bike de 2000 euros equipada com um par de rodas Mavic Crossmax SLR, transmissão Shimano XT/XTR, uma Reba Team com bloqueio remoto, travões Avid Juicy 7 Carbon e um selim Selle Italia SLR Ti. É claro que não é tudo de topo mas é quase. E a vantagem é que ainda nos deixa margem de manobra para melhorar aqui e ali. Mas nem é preciso, pois o que não é de topo não prejudica em nada o comportamento, apenas pesa alguns gramas a mais. E se formos a ver o peso desta 8XC, já com pedais, que é de 10,55 kg, então vemos que estamos perante uma bike muito leve e que dificilmente é batida na relação preço/peso.
Read more...
Rockrider 9.2 - Enduro económico com algum luxo Fonte: bikemagazine Saber que existe uma razoável probabilidade de esta Rockrider ter sido montada em Portugal é logo um ponto de partida favorável. Saber que estamos cada vez mais envolvidos, a nivel global, na produção de componentes e bicicletas é motivo de orgulho, ainda mais numa época em que o meio de transporte ecológico (e económico ) tem cada vez mais expressão. Para além deste aspecto, u m outro fazia aum entar cada vez mais a vontade de levar esta Decathlon para os trilhos, era saber até que ponto é que a sua imbatível relação preço/equipamento era acompanhada de um quadro que funciona. Mas vale a pena disparar já com os dados que chamam m ais a atenção: 130 mm à frente e 120 mm atrás, 13,5 kg com pedais, desviadores Sram X.9 e um preço claramente imbativel de 1.200 euros. O curso define-a como uma Enduro, o seu peso não foge a muitas das suas colegas de segmento com preços semelhantes e o preço é que fica fora dos padrões se tivermos em conta o excelente equipamento que a envolve. Vamos por partes. N.E.U.F. e as vantagens do excêntrico Este quadro que faz 120 mm (teóricos) pega num sistema original (N.E.U.F.) que aposta forte no eterno problema do bombeio. Este N.E.U.F. (New Excentric Ultimate Frame) consiste, como o nome diz, num excêntrico colocado acima do eixo pedaleiro e atrasado em relação a este. Este excêntrico permite uma pequena oscilação do pivô – o único ponto de rotação deste quadro – de modo a que se possa deslocar entre as posições mais favoráveis (ao anti-bombeio e à sensibilidade). Pretenderam com isto evitar dois problemas que um monopivô geralmente traz consigo: evitar o movimento de deslocação circular da roda quando existe uma compressão e reduzir o bombear tão caracteristico dos monopivôs. Tudo parece bem encaminhado e quando olhamos para os acabamentos e tipo de construção nada desaponta. Os tubos hidroformados, as secções variáveis, os reforços e todos os “apêndices” que esperamos de um quadro destes estão aqui presentes – incluindo uma invulgar ponte de união entre as escoras superiores com forma de aileron. Só a direcção integrada é que ainda não chegou às Rockrider. O peso do quadro com amortecedor ronda os 2.750 g (tamanho L), o que até nem está desfasado de quadros de concorrentes como a Trek Fuel EX, a Qbikes Segment 3, a Giant Trance X5 ou a Mondraker Factor.
Bombeio reduzido mas curso pouco disponível O quadro fica assim teoricamente aprovado, até ser levada para o terreno tudo joga a seu favor. A partir do momento em que chegou ao seu meio ambiente deixou de ser idolatrada como vinha a acontecer. A verdade é que o N.E.U.F. consegue quase eliminar o bombeio quando pedalas sentado – e mesmo em pé pouco vacila – mas falta-lhe algo não menos relevante numa Enduro: curso disponível. Em contraste com a sensibilidade e disponibilidade do curso na dianteira, atrás o comportamento é seco e incapaz de absorver suavemente raizes ou qualquer irregularidade que não seja ondulada – o Rock Shox Ario 2.1 é suficientemente sensível para não ter aqui culpa. Fiz experiências várias, tirei-lhe pressão, testei com diferentes sag até chegar a afundar excessivamente, não chegou nunca a uma sensibilidade que a deixasse ler o terreno como se espera de um quadro destes. Uma consequência deste N.E.U.F. é um deslocamento grande no amortecedor face ao deslocamento na roda. Mesmo quando medes o sag parece-te sempre que tens menos (sag) do que realmente existe. O contraste traseira/dianteira é grande; a Revelation passa por cima de tudo sem notares, mas apercebes-te logo a seguir quando chega a vez da roda traseira. Com travagens fortes e curvas fechadas mais rápidas a dianteira afunda demasiado, deixando-te “agarrado” com falta de curso se surgir uma raiz maior. E a geometria até nem amplia esse efeito, pelo contrário, o ângulo da direcção pende mais para o Enduro e dá a sua contribuição para te obrigar a esforçar nas subidas – como se os 13,5 kg não fossem suficientes. Proposta irrecusável Este “senão” da Rockrider tem de ser ponderado, é que tirando a eventual substituição económica do guiador por outro mais comprido não encontrámos mais nenhuma fraqueza no equipamento desta bike que tanto tem a seu favor. Pelo mesmo preço de um par de rodas de gama alta esta bike deixa-te andar por trilhos que vão dos singletracks fáceis às descidas com pequenos ou médios drops. Está preparada para te dar aderência em qualquer terreno e a fiabilidade não deverá ser problema. Se encontrares alguma bike com desviadores X.9, discos Avid Juicy 5, uma Revelation 426, aros Mavic X-317 e uns polivalentes Hutchinson Piranha Airlight por um preço inferior (ou igual) a estes 1200 euros, avisa-nos. (este preço era do modelo 2009 antes da promoção) Gama Rockrider Performance
A gama “Performance” das Rockrider vai desde a simples rígida de 550 euros até à suspensão total de 2.100 euros. Várias propostas merecem atenção: por 850 euros tens a 8.2 com um equipamento muito semelhante à 9.2 de teste (uma Reba Race em vez da Revelation por razões óbvias); destaque também para a Rockrider 8 XC com um quadro rígido de 1550 g que, por 1700 euros e um brinde - par de rodas de estrada - já te dá acesso a algum equipamento de topo como as Crossmax SLR, Avid Juicy Carbon, ou transmissão XT/XTR. A lista alarga-se ainda para a mais evoluída suspensão total de XC desta marca francesa, a 9 XC, que monta o mesmo equipamento da 8 XC mas com a vantagem do amortecimento traseiro (90 mm).
Pontuação Quadro (3,5); Suspensão F (4,5);Suspensão T (4); Mudanças (5); Travões (5) Rodas (5); Conforto (4,5); Comportamento (3,5); Relação Qualidade/Preço (5) Global (4,5) A nossa opinião: Se procuras uma bike de Enduro deste preço, não encontras melhor opção.
Melhoramentos: Tornar o sistema mais sensível e activo. Um guiador mais largo.
Last Updated (Tuesday, 19 January 2010 19:04)
|
|
|